Grazielly estava com a mãe quando foi atingida pelo jet sky. (Foto Produção)
A mãe da menina Grazielly Almeida Lames, 3 anos, depôs na tarde de quinta-feira (23.02.) na delegacia de Bertioga, litoral de São Paulo, sobre a morte da filha, atropelada por um jet ski no último sábado (18.02.) no município. Cirleide Lames chegou por volta das 11horas e 20 minutos com seu advogado, mas não falou com a imprensa. Ao deixar a delegacia, Lames disse que não aceitará a impunidade e “vai lutar até o fim por justiça”. Abatida, após depoimento que durou cerca de três horas, ela afirmou que espera entender o que aconteceu no último sábado. Segundo Lames, foi tudo muito rápido: ela diz que estava brincando com a filha na beira da água e, ao virar-se para voltar mais próximo da areia, o jet ski veio e atingiu sua filha. A mãe da menina chegou a sentir-se mal durante o depoimento. Acompanhada do advogado, José Beraldo –o mesmo que atuou no julgamento do caso Eloá como assistente de acusação–, Lames disse que sua única filha era muito querida na família e vivia sorrindo. O menor suspeito de dirigir o equipamento deveria se apresentar nesta quinta-feira (23.02.), mas seu advogado, Maurimar Chiasso, disse que ele não iria mais. Segundo o advogado, o adolescente –que tem 13 e não 14 anos– não estava pilotando o jet ski no momento do acidente. O equipamento estaria sem ninguém no controle quando, desgovernado, atingiu a menina, que brincava com a mãe na parte rasa da praia de Guaratuba. O jovem, diz o advogado, teria apenas dado a ignição e, em seguida, caído na água quando o equipamento ligou e se projetou. O advogado da família de Grazielly disse que irá ingressar com ação de dolo eventual contra o responsável por ter entregado a chave do equipamento ao menor suspeito de provocar o acidente. “Quem deu a chave ao jovem assumiu o risco de produzir o resultado, neste caso, a morte da menina”, disse Beraldo. “Essa pessoa, assim como todas as demais que estavam na mesma casa, serão responsabilizadas.”




